sábado, 22 de outubro de 2011
Escapar
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Marcadores: comportamento, dor
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Mergulho
Naqueles intervalos entre as cansativas aulas e as pessoas ainda menos suportáveis com quem era obrigada a passar a maior parte do tempo, era-lhe solitário e silencioso, uma extensão de sua casa, suponho.
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Andji Romact
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Marcadores: colégio, comportamento, desabafo, dor, medo, morte, planos
sábado, 17 de julho de 2010
Torrencial
Nem vi as horas passar, agora nem vi. Mas quando não aguento mais, presa àquela sala cheia de corpos em movimentos frenéticos e suas gargantas a me irritar e provocar-me a tão conhecida dor de cabeça, as horas não passam, traiçoeiras. Quero que segunda-feira chegue e não quero que segunda-feira chegue; mas já chegou, e agora vejo-me presa em um beco sem saída. Ou melhor, há saída, só que não quero enfrentá-la. A tal prova é no último período então nem que uma enxaqueca caia sobre mim poderei arrastar os pés até uma cama de um quarto frio e escuro. Mas isso já aconteceu tantas vezes, que nem me assusto tanto. Só rio do pavor alheio que toma os corpos nesta hora calmas e trêmulos a minha volta. Deitar-me-ei a esperar que a dor passe e a chuva torrencial continue a avançar sobre o céu da cidade, e desabe alagando as ruas. Na melhor das hipóteses, só adiarei mais um dia. Já li muitas coisas que não dizem respeito ao que preciso. 12-jul-10 às 04 h 13 min.
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Andji Romact
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Marcadores: comportamento, desabafo, dor, expressão, relacionamentos
quinta-feira, 15 de julho de 2010
The invisible wall
Neste momento a dor me domina e o sono me atinge. Não sei a qual ceder, mas sei que da dor não me livrarei. Durante essa semana ela esteve presente, e agora que caio em alucinações e vidas alheias, meu cérebro dói ainda mais, não querendo ou querendo – não sei – aceitar este conteúdo incompreensível que fabrico há tantos anos. É esse mundo paralelo em que vivo que me irrita – há tanto tempo. Não consigo viver toda a realidade do momento sem criar uma nova hipótese ou visão de cada situação. E então, quando me deparo com a realidade me assusto e dou-me ao desespero, onde prevalece a dor, que vem me acompanhando constantemente: no meio ou fim da aula, antes e depois do almoço, a tarde, a noite, quando acordo... ela sempre aparece no final das contas. Quanto mais eu penso, ou imagino vivendo outras realidades, a dor me lembra dessa realidade cretina que me cerca. Romance. Isso define onde vivo. O universo paralelo e estritamente contrastante que me domina. Não adianta falar com aqueles médicos que nunca me escutam e querem sempre analisar meu exterior, me enchendo de remédios e reflexões baratas, não adianta! Eles me dizem que isso é normal... mas é tão normal a ponto de me fazer excluir da droga de sociedade que me exige desenvoltura e extrovertida? Ah meu Deus, como é dificil, ainda mais saber que toda essa torrente não tem controle e que eu sei que não posso fazer sozinha e que, se eu contar – como já fiz – acham que de vez em quando é bom extrapolar a realidade, mas viver assim sem tréguas me enoja, por saber que isso é a qualquer hora, em qualquer lugar. Ouvir vozes, conversar, vestir, caminhar, morar em diversos lugares quando se está até conversando com as pessoas. Sinto-me traída por mim mesma. Como posso ser tão obtusa? Minhas hipóteses já se esgotam, então penso em esquizofrenia e doenças do tipo. E tudo isso porque quero que essa dor pare – 5 horas nesta batalha.. Não há remédios que me salvem ou me tirem essa dor. Há 30 minutos tomei o segundo remédio e nada de alivio, pelo menos isso...! Há vezes também que para aliviar a dor de cabeça, ou a que me aperta o coração sempre que me sinto só, abrir outro corte aqui ou ali é tão válido quanto expressar. Ver o sangue me leva a crer que pelo menos, naquele momento a dor também está se esvaindo de mim. Pena que agora, não há nada aqui que possa realmente me aliviar. Sinto meus olhos pesarem, então deixo o sono me atingir, mesmo que a dor continue e me faça cair em cinzas profundas. 12-jul-2010 às 23 h 53 min. 15-jul-2010 às 11 h 20 min.
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Andji Romact
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Marcadores: comportamento, cotidiano, cronicles, desabafo, dor, expressão, humor
quarta-feira, 14 de julho de 2010
The Pain is temporary. The pain is forever.
The pain is temporary. Que mentira. Acabo de sentir uma pontada dela aqui, no peito, mostrando estar ativa e reinante. Li isso em uma placa em um filme quase B de tão ridículo. A não ser aqueles socos e chutes gratuitos, sangue jorrando do nariz ou bochecha... ver outras pessoas sentindo dor é compensador. Será que para elas, a dor também é temporária? The pain is forever. Nesse momento, um presidiário idoso cai numa emboscada por estar "trabalhando" para outro presidiário durão e simpático. Para ele, a dor é temporária. Pois ele acaba de explodir, inteiro. Mas quem fez a bomba cai na sua própria emboscada em busca de uma prisão melhor: a dor dele é para sempre. Mas nele vejo uma semelhança. Será que cairei em minha própria armadilha tentando sair dessa prisão interna, que não me deixa sentir o ar do mundo lá fora? Sentir o mundo que invejo meus colegas viverem, livres e calmos, sabendo que esse mundo é deles. Será que cairei? 11-jul-10 às 00 h 26 min.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Explosão
Minha cabeça podia explodir, com tudo o que tem dentro que seria tão inutilizável quanto pétalas de rosa secas ao chão. Afinal, não preciso dela. Não preciso de coisas inutilizáveis. Quero o contrário, quero coisas novas. Não daria para trocar? Como se troca a roupa que ganhou de presente e não serviu em uma loja qualquer? Uma roupa que não me serve é tão inútil pra mim, quanto uma cabeça cheia de coisas desprezíveis que não me levam a lugar algum. Olhando as pétalas secas, penso se não há um fim mais digno a elas, que enfeitaram essa sala, tão branca, marrom, azul e bordô que me encontro. Perfume, sabonete talvez? Dissolver-se é tão mais calmo que explodir. É tão pacífico que nem dá vontade de se despedir. Mas minha cabeça dói, fervilhando seu conteúdo questionador que tanto me aflige. Prefiro então, dissolve-la, calma e lentamente por um ralo qualquer. 10-jul-10 às 23 h 55 min
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Marcadores: comportamento, cotidiano, desabafo, dor, expressão, humor, mim, perigos
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Tudo muda um dia!
Mesmo com minha apática preguiça me dominando a cada dia, fazendo com que minha imaginação e paciência para postar diminuir fatalmente, voltei! Também pudera não é? – São as provas batendo a minha porta e a revolução interna... isso mais parece um diário virtual, rs. Na verdade está mais para um monólogo, ou para não soar tão retrógrada, um solo espetáculo não espetacular.
Não sei se devo realmente expressar aqui todas as minhas opiniões, e divagações para com o mundo porque parecem tolas, mas encorajada hoje pelo post do Tico Santa Cruz e de Caroline Figueiredo em seus blogs, decidi relutar mais um pouco e continuar aqui, com meu singelo solo.
“Se você tem idéias próprias – mesmo que sejam só poucas idéias próprias -, tem de compreender que estará sempre encontrando caras feias, gente que vai fazer questão de lhe dar o contra, de diminuí-lo, de “Fazer você entender” que não tem nada a dizer, ou que você deve evitar aquele sujeito porque é louco...” – Tirado do blog de Tico Santa Cruz.
E isso me fez lembrar a poesia de José Régio que coloquei no último post... Achei um prático espelho.
Então nesta monótona quarta-feira encharcada pelas chuvas intensas, deixo aqui uma reflexão-zinha básica:
Impossível é apenas uma grande palavra usada por gente fraca, que prefere viver no mundo como está, em vez de usar o poder que tem para mudá-lo. Impossível não é um temporário.
Boa semana e até o próximo post da possível mudança! E viva a mudança - porque toda vida precisa de uma!
E obrigada à Jéssica que teu o título do post.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Por que caçula?
E assim chegou ao cúmulo, porque sempre o caçula? Ninguém dá bola para irmão mais velho não? Então, como saber né? Mas, final de ano vem chegando, e é uma das épocas mais engraçadas, aliás, toda data comercial é engraçada. Gente a mil comprando ali, aqui, com sacolas em mãos atropelando os calminhos - que são raros -, e aqueles que deixam tudo para última hora, mas vem o jeitinho brasileiro e resolve tudo, ninguém passa sem presente por que quer.
Falando em final de ano, compras, férias final do ano letivo, ops! acho que esse pelo menos para mim será um puco mais tarde.
Mas porque inventam de colocar Física, Química e Matemática no caminho de sôfregos estudantes como eu? Sem essas matérias eu vivo bem, nem vou cursar algo do tipo! Brincadeira, ahaha, mas quem brinca mesmo é meu professor de Física que suspeito ter um convêncio com todos os professores particulares da cidade, porque poucos que se contentam com a explicação dele. Onde tive aulas, vários passaram por causa do tal professor. Mas ele não é caxias ou antipático, rs. só que suas explicações não surtem efeito na maioria - comprovado!
Chega de aulas né? A greve está nos ameaçando, e hoje é sexta-feira! Boa sexta-feira e fim de semana para todos!
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Andji Romact
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domingo, 19 de julho de 2009
antisociale
Reencontrar amigas, passear, visitar os amigos dela que nunca
Depois de um dia caminhando e contando causos, nada melhor que uma festinha! Com a o pessoal da escola, do cursinho, vizinhos...
Mas, desta no meio da rua? Só mesmo em junho ou julho.
Nesta época, festas juninas, julinas, com caipiras esdrúxulas e xitas que põe vergonha na cara de qualquer nordestino que participe de grupos de danças que ensaiam o ano inteiro pra dar o show nestes meses.
É, o povo do sul e sudeste não saber curtir a cultura do pessoal lá de cima, rs.
Me descobri antisocial nata.
Me planejo dias, para pernear pelas ruas da movimentada cidadezinha do interior por 4 horas. E até mesmo semanas.
O recém conturbado trânsito ou então os trabalhadores, donas de casa, crianças e qualquer outro indivíduo que teime em passar, gritando ou correndo. Atordoando qualquer ser pacatao como eu na rua.
Numa dessas correrias, uma dessas pessoas grita e corre meu nome. E logo tento identificar, porque o agradável fone nos meus ouvidos empregados para anular esses acontecimentos é tirado. Perturbação, mesmo que no início, tudo misturado complica.
Caminhada e conversa. Dados médicos recomendam não caminhar e falar pelso cotovelos ao

Descubro uma faculdade recomendada para mim.. Moda?
Tinha visto uma no RJ, beeem interessante mas sabe como é, nem todas as recomendações devem ser seguidas.
Em seguida vem, Literatura ou Jornalismo.
De qualquer modo o que me interessa mesmo é a redação. Nem que eu seja assitente, estagiária... um dia chegarei à uma coluna. Bom, é de sonhos que vivem os homens.
Mas o que acho mais impossível, e que seria sonho mesmo, seria eu cursando Antropologia ou Medicina. Apesar que em meus mais altos pensamentos esses cursos estão e ávidos, fortes, martelando que eu os cumpra. Milagres acontecem! Se o Grêmio ganhou, o Ronaldinho recuperou a fama, e até hoje há um pais que usa sistema de casta e outro que têm um reinado hereditário, porque eu não poderei ir lá?
O que chama numa festa? A música, os paqueras, as amigas, os babados, ou a bebida?
Como estou prevendo, serei uma alcóolatra inconfundível - com registros próximos na família - só fui na festinha julhina com casamento, crianças e bêbados imitando Michael Jackson, quadrilhas, pau de cebo com escada e pescaria sem brindes, por causa do quentão ou vinho temperado, como desejarem.
mesmo tempo. Não quando se está com pressa não é?
Quentão:
- 2 l de vinho tinto suave
- Meio copo de cachaça
- 1 1/2 copo de açúcar
- 2 pauzinhos de canela
- 12 cravos (ou a gosto)
- 8 rodelinhas de gengibre (ou a gosto) - dessa eu não sabia.
Descobri que o álcool faz mais efeito que meu remédio. Pelo menos eu vejo o porque de controlar e não controlar situações.
Com certeza meu vício. Ainda vou tirar uma foto bem blasé, com um copo de whisky na mão, uma máquina de escrever - que tenho - e um óculos, bem '60.
Alguém já ouviu Cinema Bizarre? Não, é muito bom. Poderia melhorar, se cantassem em alemão ou japonês, mas como nem tudo é perfeito...Eles se inspiram no visual kei, ou seja - sem querer insultar - ficam muito estranhos vestidos como os colegas nipônicos. O que me rende boas risadas, apesar de gostar deles.
Sei que é uma coisa íntima, mas tenho que confessar ao mundo: descobri ter taras por homens com sua masculinidade afetada.
AHAHAHAHAHA, acho lindo isso, e Cinema Bizarre faz isso muito bem, são menos despudorados que os japoneses e se amassam, se beijam no palco, tão fofo.Até o baixista, Kiro - com o baixo branco, o segundo da direita para a esquerda - me lembra o Handy Rarrison o Justin de Queer As Folk. Aliás, odiava ele, sempre correndo atrás do Brian, dando uma de bicha apaixonada, rs é ridículo. Mas essa comparação que no final foi o cúmulo da idiotice. Ele só é parecido por causa do narizinho e da altura 1.65 - minha altura.
Ainda bem que parentes me visitam nas férias, senão não ia conseguir passar o pé da porta de casa e voltar para as aulas.
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Andji Romact
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