Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Mesmo assim

"Tudo o que achou que soubesse te trouxe até mim, mas sou uma rua sem saída Frankie" aconselhou Leon desvencilhando dos braços que tocavam sua cintura em posse e do rosto incrédulo de Frankie ao vê-lo se afastar.

Estava enterrado em dúvidas, e não via nenhuma corda ou escada para escapar. Baixou o olhar nas pernas de Leon, brancas e roliças cobertas por um short minúsculo e preto, perdendo-se ligeiramente em pensamentos. Não conseguia entender esta súbita rejeição, já havia rompido aquela bolha que o protegia e o afastava de si.

Olhou com olhos questionadores de um júri em tribunal.

"Eu só não quero te ferir. Se isso realmente acontecer, você ficará na mesma rua sem saída que eu, e isso é o que menos quero a você" respondeu baixo com medo de sua reação. Levantou da cama indo até a gaveta da mesa ao lado tirando de lá um envelope aberto entregando a Frankie que só observava. Logo tirou de lá um exame, confirmando uma sentença de morte a qualquer um: Leon, sua querida e desejada paixão era soro positivo.

Olhou-o com os olhos laços, cheios de ternura e tão compreensivos, como esperava e recebeu um abraço acalentador e quente "Eu te amo mesmo assim" surpreendeu Frankie ao sussurrar no ouvido de Leon, logo sentindo lágrimas em seu ombro. Naquela hora viu que podia superar todos os obstáculos.

domingo, 5 de setembro de 2010

Clap

"Todos os dias pessoas melhores nascem, e tantas outras serão reconhecidas. Consequentemente, posso ser facilmente substituída". Clap, o barulho do dedo ao apertar o botão findando a gravação. Era sempre assim, quando queria desabafar: ligava o gravador e falava abertamente; fora que sua letra era horrível. Era mais fácil e menos caro para si, que trabalhava mais que uma formiga próxima ao inverno de uns tempos pra cá.

O seu maior medo a apunhalou, tirando completamente seu chão. Devotar-se em plena paixão e reciprocidade era o estado perfeito em que queria congelar sua vida.

Numa hora viu-se apaixonada e lutou contra toda a rejeição e preconceito da família, assumindo-se; noutra vira sua base ser friamente esfacelada.

Olhou novamente para o visor do celular apenas indicando às horas. Pegou0o e apreciou as velhas fotos do ano passado, em que ela e sua namorada comemoravam sozinhas, 1 ano de namoro em um restaurante. Lembrou-se dos detalhes, dos olhares hostis já tão costumeiros, da noite carinhosa que tiveram e logo a briga, a discussão até então infundada e o acidente naquela tardezinha quente que estressava a todos no trânsito.

Descobriu depois o motivo da briga: a família dela, mais uma vez contra o relacionamento e finalmente entendeu que a amnésia permanente e acidental a libertou do fardo que era aquele romance proibido, que as afastaram de todas que amavam.

Da janela do prédio simples e agora mais solitário fitou seu amor passar de mãos dadas com um jovem bonito, que a tratava bem, que casaria com ela e que a daria uma família. Ninguém sabia, mas acompanhava seus passos, afinal, era a única forma que viu de se aproximar, pois sabia que Luana estava feliz e como ainda a ama, Brenda abriu mão para não fazê-la sofrer.